domingo, 25 de setembro de 2011
Afinal oque é Criatividade?
A obra verdadeiramente criativa traz algum tipo de novidade que nos obriga a rever o
que já conhecíamos, dando-lhe uma nova organização. Acontece quando exclamamos:
"Nossa, nunca tinha percebido isso!"
O novo que a obra criativa nos propõe, no entanto, não é gratuito, ou seja, a
novidade não aparece só por ser novidade. Podemos, então, dizer que tudo que é
criativo é novo, mas nem tudo que é novo é criativo. Explicando melhor: a inovação
aparece com relação a um dado problema ou a uma dada situação, solucionando-a ou
esclarecendo-a. A inovação surge, geralmente, do remanejo do conhecimento existente
que revela insuspeitados parentescos ou semelhanças entre fatos já conhecidos que não
pareciam ter nada em comum. Assim, Gutenberg resolveu o problema da impressão ao
ver uma prensa de uvas para fazer vinho. Aparentemente, uvas e vinho, de um lado, e
papel e letra, de outro, nada tinham em comum, e no entanto foi a partir do
procedimento para fazer vinho que Gutenberg pensou em pressionar papel contra tipos
molhados de tinta.
Já temos, pois, mais um critério para medir a criatividade: a inovação, além da
abrangência já citada. Não podemos esquecer, no entanto, que a inovação tem de ser
relevante, isto é, adequada à situação. Um ato, uma ideia ou um produto é criativo
quando é novo, adequado e abrangente.
Podemos afirmar que, como capacidade humana, a criatividade pode ser
desenvolvida, ou reprimida. O desenvolvimento acontece na medida em que o ambiente
familiar, a escola, os amigos, o lazer ofereçam condições ao pleno exercício do
comportamento exploratório e do pensamento divergente, incentivando o uso da
imaginação, do jogo, da interrogação constante, da receptividade a novidades e do
desprendimento para ver o todo sem preconceito e sem ternor de errar.
A repressão, por sua vez, acontece quando essas condições não são oferecidas e,
além disso, é enfatizado o não assumir riscos e o ficar no terreno seguro da repetição do
já conhecido.
Assim, a criatividade não é um dom que só os génios têm e os outros não. É uma
capacidade que todos nós podemos desenvolver se nos dispusermos a praticar alguns
tipos de comportamentos específicos.
A imaginação é provavelmente a maior força de a atuar sobre os nossos
setimentos - maior e mais constante do que influências exteriores, como ruídos e visões
amedrontadores (relâmpagos e trovões, um caminhão em disparada, um tigre furioso),
ou prazer sensual direto, inclusive mesmo os intensos prazeres de excitação sexual. O
que esteja realmente acontecendo é, para um ser humano, apenas uma pequena parcela
da realidade; a maior parte é o que ele imagina em conexão com as vistas e son s do
momento.
A imaginação constitui o seu mundo. O que não quer dizer que seu mundo seja
uma fantasia, sua vida um sonho, nem qualquer outra coisa assim, poética e
pseudofilosófica. Isso significa que o se "mundo" é maior do que os estímulos que o
cercam; e a medida deste, o alcance de sua imaginação coerente e equilibrada. O
ambiente de um animai consiste das coisas que lhe atuam sobre os sentidos. Coisas
ausentes, que ele deseje ou tema, provavelmente não têm substitutos em sua
consciência, como imagens de tais coisas na nossa, mas aparecem, quando por fim o
fazem, como satisfações de necessidades imperiosas, ou como crises em seu espreitar e
reagir mais ou menos constante. (...)
No centro da experiência humana, portanto, existe sempre a atividade de
imaginar a realidade, concebendo-lhe a estrutura através de palavras, imagens ou
outro, e assimilando-lhe percepções reais à medida que surgem - isto é, interpretandoas
à luz das ideias gerais, usualmente tácitas. Esse processo de interpretação é tão
natural e constante que sua maior parte decorre de modo inconsciente.
Amaral, Tarcila do. Filosofando - Estética, Unidade IV, estudo de antropofagia.
Portifólio
Aqui é um exemplo de tratamento de imagem feito em muitas revistas, nem sempre a modelo é tão bela quanto aparenta ser. Abaixo temos a imagem de uma mulher na praia e é a partir desta imagem que vocês irão perceber a diferença que o photoshop proporciona à nossos olhos.
Antes
Depois
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Clichês
Quem disse que não podemos utilizar os clichês?
Fora da linguagem também há alguns casos de clichês , pois a teoria da comunicação diz que quando comunicamos de forma comum, desgastada estamos criando um clichê. Pessoas famosas, nomes de programas televisivos, nomes de peças de teatro ou de livros podem tornar-se clichês. Exemplo: Silvio Santos, e seu programa Show do Milhão, ambos são clichês.O título da peça Trair e coçar é só começar transformou-se em clichê também.
Os clichês são muito utilizados na publicidade, pois facilitam a memorização da mensagem. Quando lemos, ouvimos ou vemos um clichê a assimilação do significado da mensagem é mais rápida, pois há um antecedente mental que facilita essa memorização.
Na publicidade podemos aproveitar os clichês de duas formas:
1 – Usando o clichê original sem modificá-lo
Quem quer dinheiro? O banco X empresta sem avalista.
2- Modificando o clichê, ou seja alterando seu sentido. É importante salientar que se durante a leitura do texto não lembrarmos do clichê original, a mudança deve ter sido muito radical e portanto não houve o real aproveitamento do clichê.
Topa tudo por limpeza ( limpador da Bom Bril) – referência ao nome do programa: Topa tudo por dinheiro
O pior cego é o que não quer Veja - referência ao dito popular: O pior cego é o que não quer ver.
Ideologia, você têm?
Afinal, oque é ideologia??
Ideologia é um sistema de idéias (crenças, tradições, princípios e mitos) interdependentes, sustentadas por um grupo social de qualquer natureza ou dimensão, as quais refletem, racionalizam e defendem os próprios interesses e compromissos institucionais, sejam estes morais, religiosos, políticos ou econômicos. (INSTITUTO ANTÔNIO HOUAISS. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 1565).
Como seres humanos, recorremos à linguagem para expressar nossos sentimentos, opiniões, desejos. É por meio dela que interpretamos a realidade que nos cerca. Essa interpretação, porém, não é totalmente livre. Ela é construída historicamente a partir de uma série de filtros ideológicos que todos nós temos, mesmo sem nos darmos conta de sua existência.
Esses filtros constituem uma formação ideológica, ou seja, um conjunto de valores e crenças a partir dos quais julgamos a realidade na qual estamos inseridos. (ABAURRE, 2007, p. 5).
A linguagem, portanto, é a materialização da nossa ideologia. (...) É por isso que a cada formação ideológica corresponde uma formação discursiva específica, cujas marcas podem ser identificadas nos textos. (...) Sempre que for possível identificar, em um conjunto de textoos, uma regularidade (recorrência de temas e termos), estaremos diante de uma mesma formação discursiva. (ABAURRE, 2007, p. 6-7).
O termo discurso refere-se ao uso da língua em um contexto específico, ou seja, à relação entre os usos da língua e os fatores extralingüísticos presentes no momento em que esse uso ocorre. Por isso, o discurso é o espaço da materialização das formações ideológicas, sendo por elas determinado. Nesse sentido, pode ser visto como uma abstração, porque corresponde à “voz” de um grupo social.
O texto é o espaço de concretização do discurso. Trata-se sempre de uma manifestação individual, do modo como um sujeito escolhe organizar os elementos de expressão de que dispõe para veicular o discurso do grupo a que pertence. (ABAURRE, 2007, p. 10).
Os gêneros discursivos correspondem a certos padrões de composição de texto determinados pelo contexto em que são produzidos, pelo público a que eles de destinam, por sua finalidade, por seu contexto de circulação etc. São exemplos de gêneros discursivos o conto, a história em quadrinhos, a carta, o bilhete, a receita, o anúncio, o ensaio, o editorial, entre outros. (ABAURRE, 2007, p. 33).
Modelo de Briefing de Criação
Vou deixar aqui uma dica de como organizar um briefing de criação, espero que seja muito útil:
BRIEFING DE CRIAÇÃO
1. Cliente: (quem faz o produto/serviço/marca)
2. Produto/serviço/marca: (o que é, tecnicamente, o produto/serviço/marca)
3. Objetivo da Comunicação: (copiar, resumidamente, esse item do plano de comunicação)
4. Target da Comunicação: (grupo de consumidores, delineados por valores, atitudes, anseios comuns. Aqueles que desejamos alcançar)
5. Pontos Fortes: (o que é bom do produto/serviço/marca)
6. Pontos Fracos: (o que não é bom produto/serviço/marca)
7. Diferenciais (Qual a virtude “irrefutável” do produto/serviço/marca)
8. Posicionamento:
a. Qual a posição atual que o produto/serviço/marca ocupa na mente do consumidor? Por quê?
b. Qual espaço na mente do consumidor o produto/serviço/marca pretende ocupar?
9. USP/Promessa Básica: (O que a comunicação pede que seja prometido ao target)
10. Reason Why: A razão para acreditar na promessa básica.
a. Qual o papel funcional desta categoria do produto/serviço/marca em relação aos conceitos do target - racionais e emocionais?
b. O que o produto/serviço/marca agregará de valor ao consumidor?
11. Recomendações para a Criação:
a. Alguma recomendação mais sutil "percebida" pelo atendimento.
b. Observações coerentes do marketing
c. Exigências do Cliente
d. Sugestões coerentes dadas pelos demais departamentos da agência
12. Prazo para entrega: (que dia é a sua apresentação?)
Portifólio
Este é apenas um exemplo de tratamento de imagem, onde foram retiradas algumas manchinhas no rosto e alterada a cor dos olhos da modelo, que por sinal é minha namorada! rsrs
Portifólio
Este é um anúncio realizado no ano passado, onde o intuito era testar a criatividade de todos, a proposta era desenvolver uma campanha relacionada à saúde utilizando uma maçã!
A peça final possui a fonte Arial e não mais a Festiva, trazendo credibilidade e seriedade a campanha de vacinação, lembrando que o intuito era testar a criatividade, portanto o conteúdo do anúncio é fictício.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Portifólio
Estes são dois anúncios propostos em um trabalho da faculdade onde o intuito era de distinguir as características de uma propaganda para a publicidade.
Publicidade
Propaganda
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